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Um carro tem para-brisa maior que o retrovisor por um motivo: o que está à frente exige mais atenção do que o que ficou para trás. Com decisões funciona igual.
É natural ser influenciado pela experiência passada, boa ou ruim. O problema começa quando ela vira limite — quando o erro de três anos atrás ainda define o que se tenta hoje.
Olhar adiante abre possibilidade. Preso ao que passou, alguém perde de vista a oportunidade que está aparecendo agora, simplesmente porque não estava olhando na direção certa.
Isso não é apagar o passado. A lição aprendida tem valor e merece ser honrada — o que ela não pode é dirigir. O passado está no comando das nossas decisões, ou apenas no banco do carona?
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